Curso de Engenharia de Produção do Instituto Mauá de Tecnologia inova no sistema de aprendizado
A fim de formar engenheiros que tenham, além da sólida e reconhecida formação técnica, visão pragmática dos processos produtivos, o Instituto Mauá de Tecnologia implantou, em 2012, para o curso de Engenharia de Produção, o conceito de ?Fábrica Virtual? ou ?Manufatura Digital?, como também é conhecido.
O ambiente virtual proporcionado aos alunos utiliza o software PLM Product Lifecycle Management, que permite simular situações para otimizar processos de fabricação e melhorar o conceito de um produto. ?Além desse ambiente, é possível criar outro ambiente, real, de aprendizado contínuo de alunos e professores, alicerçado na metodologia PBL - Aprendizagem Baseada em Projetos (do inglês, Project Based Learning)?, afirma o prof. Antônio Carlos Dantas Cabral, coordenador do curso de Engenharia de Produção. A metodologia citada mescla as realidades virtuais e as tangíveis, características das pequenas e médias empresas brasileiras. Com isso, segundo o professor, os egressos terão uma vantagem competitiva no mercado de trabalho, que tanto favorece a sua empregabilidade quanto incentiva o seu empreendedorismo.
Hoje, a partir da terceira série, professores e alunos desenvolvem produtos e constroem fábricas virtuais, que podem ser gerenciadas utilizando ferramentas ensinadas na maioria das disciplinas da Engenharia de Produção. ?Ao mesmo tempo, os professores têm a oportunidade de comparar as soluções desenvolvidas com aquelas adotadas pelas empresas brasileiras. O que atualmente só é possível graças à experiência industrial do corpo docente?, acrescenta prof. Cabral.
Outro aspecto relevante do software é a redução de tempo e custo que ele pode oferecer graças à possibilidade de modelar produtos e simular as linhas de produção antes que haja o dispêndio de recursos financeiros na elaboração de protótipos. ?A Fábrica Virtual aplicada ao ensino, alicerçada na metodologia PBL, é um projeto inovador, alinhado com o perfil do estudante da geração Z. É mais um passo pioneiro da Mauá?, encerra o especialista.
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