Mauá recebe o 3.º GMT Brazilian Office Workshop
Evento abordará temas sobre desafios tecnológicos em grandes projetos científicos
Telescópio Gigante de Magalhães
Sempre atento às ações que beneficiam a ciência e a sociedade, o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) em parceria com o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo da (Fapesp) promovem o 3.º GMT Brazilian Office Workshop.
Nesta edição, o objetivo é apresentar para os participantes mais informações sobre os desafios tecnológicos em grandes projetos científicos, tais como a construção do Telescópio Gigante de Magalhães (GMT), sua instrumentação, o projeto Sirius, o desenvolvimento de softwares embarcados no Núcleo de Sistemas Eletrônicos Embarcados (NSEE) do IMT, entre outros.
As palestras serão ministradas em inglês por diferentes especialistas do Brasil e dos Estados Unidos. "O evento será aberto para toda a comunidade Mauá, empresas, outras instituições de ensino e para estudantes do segundo grau. Vamos apresentar conteúdos de grande relevância para os interessados saberem o que estamos desenvolvendo aqui dentro da instituição e o que os nossos parceiros estão produzindo pelo mundo", comenta o Engenheiro da Mauá, Claudio Luiz Foltran Rodrigues.
O evento ocorrerá em 09 e 10 de outubro, na Mauá, no Campus de São Caetano do Sul.
Para mais informações e inscrições, acesse: maua.br
Projeto IMT
Entre os projetos que serão apresentados no evento, destaca-se o desenvolvimento de uma parte do software do sistema GMT Multi-object Astronomical and Cosmological Spectrograph (GMACS), realizado pela Mauá.
O projeto do GMACS é um dos mais importantes na área de instrumentação de ponta.
GMACS é um espectrógrafo óptico de campo amplo, com vários objetos e resolução moderada, projetado para o GMT. O objetivo é criar um instrumento capaz de observar por intermédio dele os mais fracos alvos possíveis, que atualmente são conhecidos apenas com as observações de imagens. Alto rendimento, cobertura simultânea de comprimento de onda amplo, subtração precisa do céu, resolução moderada, campo relativamente amplo e multiplexação substancial são drivers de design cruciais para o instrumento.
Para o Engenheiro Fernando Martins, responsável pela Divisão de Eletrônica e Telecomunicações do Centro de Pesquisas do Instituto Mauá de Tecnologia, o projeto é um dos mais importantes na área de instrumentação de ponta com aplicações em Astronomia do Estado de São Paulo. “Em termos internacionais, é uma das principais iniciativas da ciência no que tange à investigação do espaço a partir de observações em solo. Nesse aspecto de desenvolvimento tecnológico, a Mauá está entre as grandes instituições tecnológicas internacionais”, comenta.
O foco do Instituto Mauá de Tecnologia no projeto está nas áreas de Engenharia de Sistemas e Engenharia de Software. O objetivo da instituição é ampliar sua capacidade de pesquisa e geração de conhecimento, além de tornar-se referência para os seus alunos e professores, capaz de qualificar novos grupos de pesquisa na Instituição.
No Centro de Pesquisas do Instituto Mauá de Tecnologia, está à frente do projeto o Engenheiro Fernando Martins e, no Centro Universitário, o Prof. Dr. Vanderlei Parro.
Para conhecimento: Telescópio Gigante de Magalhães (GMT)
O Telescópio Gigante de Magalhães está em construção por um consórcio internacional, formado por várias universidades e instituições de pesquisas dos EUA, Austrália, Coreia e Brasil. As obras de infraestrutura (terraplenagem, construções de estradas, arruamento, fundação, rede hidráulica, entre outras) estão em andamento no deserto do Atacama, no Chile, desde 2015. Também foram iniciadas várias etapas envolvendo a construção do telescópio propriamente dito, como a fabricação de quatro dos sete espelhos de 8,4 m de diâmetro cada, que comporão a versão final do telescópio. Igualmente, está sendo licitado o projeto detalhado da estrutura que sustentará os espelhos, com mais de 1.000 toneladas em aço.
A previsão é a de que a construção e instalação do telescópio - incluindo fabricação, transporte, montagem, testes pré-operacionais e o seu comissionamento - seja conclusa em 2023. Uma vez conclusas todas essas etapas, será iniciada a operação do GMT propriamente dita, que deve ocorrer em meados de 2024.
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