A economia do Brasil pós-Copa
Após o grande evento da Copa do
Mundo, sediado pelo Brasil, será que o balanço para a economia local foi positivo? Para o professor Ricardo Balistiero, coordenador
do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, o crescimento interno não foi, em geral, tão positivo em curto
prazo.
?Indiscutivelmente setores como turismo, transporte aéreo e restaurante tiveram um bom crescimento. Em
contrapartida, as vendas no comércio, em especial em shopping centers, ficaram estacionados já que as pessoas acabam
preferindo ficar em casa.? ? constata o professor.
Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), para organizar o evento de
acordo com os critérios da FIFA, o governo federal, estados e municípios investiram R$ 27,4 bilhões em obras de infraestrutura como
estádios, aeroportos, telecomunicações e mobilidade urbana. Cerca de 43% do valor total foram destinados à construção de
corredores de ônibus, novos acessos a aeroportos e ampliação de vias. Mas as melhorias que mais atingiram os brasileiros foram as
dos aeroportos, que receberam R$ 7,3 bilhões desse montante, além das privatizações dos aeroportos das cidades de Brasília,
Guarulhos e Campinas, os maiores do País.
Entretanto, só os estádios tiveram um custo de R$ 8 bilhões e alguns, como os de
Manaus, Natal e Cuiabá, não são economicamente viáveis e vão demorar a se pagar.
Já a vinda de pelo menos 600 mil
turistas estrangeiros representou 8% do valor agregado com a Copa. E, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com a
Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) quem veio gostou do que viu e deve voltar. Segundo pesquisa realizada pelos
órgãos, em Salvador, 94% dos turistas entrevistados disseram pretender visitar a cidade novamente e, em Recife, 88% recomendariam a
cidade como destino turístico.
Os bons resultados fizeram o ministro do Turismo, Vinícius Lages, vir a público declarar que
a divulgação do Brasil trará benefícios que só serão percebidos ao longo do tempo. Ainda em sua opinião, consolidar a imagem do
Brasil como destino viável não tem preço.
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