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INFO MAUÁ Mauá
edição 54 - agosto de 2014

A economia do Brasil pós-Copa

Após o grande evento da Copa do Mundo, sediado pelo Brasil, será que o balanço para a economia local foi positivo? Para o professor Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, o crescimento interno não foi, em geral,  tão positivo em curto prazo.

?Indiscutivelmente setores como turismo, transporte aéreo e restaurante tiveram um bom crescimento. Em contrapartida, as vendas no comércio, em especial em shopping centers, ficaram estacionados já que as pessoas acabam preferindo ficar em casa.? ? constata o professor.

Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), para organizar o evento de acordo com os critérios da FIFA, o governo federal, estados e municípios investiram R$ 27,4 bilhões em obras de infraestrutura como estádios, aeroportos, telecomunicações e mobilidade urbana. Cerca de 43% do valor total foram  destinados à construção de corredores de ônibus, novos acessos a aeroportos e ampliação de vias. Mas as melhorias que mais atingiram os brasileiros foram as dos aeroportos, que receberam R$ 7,3 bilhões desse montante, além das privatizações dos aeroportos das cidades de Brasília, Guarulhos e Campinas, os maiores do País.

Entretanto, só os estádios tiveram um custo de R$ 8 bilhões e alguns, como os de Manaus, Natal e Cuiabá, não são economicamente viáveis e vão demorar a se pagar.

Já a vinda de pelo menos 600 mil turistas estrangeiros representou 8% do valor agregado com a Copa. E, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) quem veio gostou do que viu e deve voltar. Segundo pesquisa realizada pelos órgãos, em Salvador, 94% dos turistas entrevistados disseram pretender visitar a cidade novamente e, em Recife, 88% recomendariam a cidade como destino turístico.

Os bons resultados fizeram o ministro do Turismo, Vinícius Lages, vir a público declarar que a divulgação do Brasil trará benefícios que só serão percebidos ao longo do tempo. Ainda em sua opinião, consolidar a imagem do Brasil como destino viável não tem preço.

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