A evolução
dos smartphones como meio de pagamento
Atualmente, a tecnologia é aliada na vida dos brasileiros, sendo os novos
celulares ? chamados smartphones ? os amigos inseparáveis da população. Mas, além de se conectar às redes sociais, escutar
músicas, tirar fotos e, é claro telefonar, os aparelhos oferecem uma nova vantagem: o pagamento on-line sem utilização de
cartão.
Desde novembro, a legislação brasileira aprovou o uso de cartão pré-pago associado a um número de telefone e
definiu que qualquer empresa, principalmente pequenos empresários e autônomos, que queiram movimentar dinheiro com pagamento móvel
podem fazê-lo desde que tenham autorização do Banco Central.
?Um aplicativo e uma prestadora de Serviço Móvel Pessoal
? SMP (telefonia celular) permitem a junção dos créditos de um cartão pré-pago a um número telefônico. Esse procedimento é
chamado de moeda eletrônica e nele as operadoras de telefonia celular atuam como prestadoras de serviço e exercem função similar
ao das operadoras de cartão de crédito? ? explica o professor João Carlos Lopes Fernandes, do curso de Engenharia de Computaç?
?o do Instituto Mauá de Tecnologia.
Por causa dessa novidade, diversas parcerias vêm sendo estabelecidas entre bancos,
operadoras telefônicas e bandeiras de cartão. Por exemplo: Oi, Banco do Brasil e Visa lançaram juntas uma solução para pagar
compras usando o celular em lojas físicas - por meio de uma tecnologia de aproximação chamada NFC (Near Field
Communication), ainda restrita a alguns modelos de smartphones. A TIM testa o NFC em duas parcerias - uma com Itaú,
MasterCard e Redecard e outra com Bradesco, Visa e Cielo.
Além disso, empresas como Cielo, Ingenico e Verifone criaram
versões mobile das maquininhas de cartão, que custam cerca de 90% menos que o aparelho tradicional.
Segundo o
professor João Carlos, outra solução também foi criada: ?Para aqueles que são microempresários já é possível transformar o
smartphone numa máquina leitora de cartão. Existem dispositivos que, quando acoplados ao celular, conseguem ler cartões de
débito ou crédito, desde que tenham chip. É necessário também baixar um aplicativo e obter a autorização do banco, já que em
toda transação comercial é obrigatório o lançamento de nota fiscal. A desvantagem desse modelo é o grande consumo de bateria do
celular e a não impressão de um comprovante, mas que pode ser enviado por e-mail.?.
Como qualquer novidade, o brasileiro
ainda está se acostumando com a ideia e o uso da nova tecnologia ainda é baixo, considerando que o Brasil tem 275 milhões de
celulares habilitados. O grande desafio é convencer a população que pagar utilizando o celular é simples e tão seguro quanto o
uso de um cartão.
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