Logo Logo
INFO MAUÁ Mauá
edição 174 - junho de 2026

Da sala de aula ao espaço, tecnologia brasileira é apresentada à comunidade espacial mundial

Pesquisadores do Instituto Mauá de Tecnologia participaram, em Amsterdã, da maior feira do mundo dedicada a pequenos satélites, levando soluções desenvolvidas no Brasil para a comunidade espacial global.

O Instituto Mauá de Tecnologia marcou presença num dos principais encontros internacionais voltados à tecnologia espacial. Pesquisadores da Divisão de Eletrônica e Telecomunicações (DET) e do Núcleo de Sistemas Eletrônicos Embarcados (NSEE) participaram, em Amsterdã, da maior feira de pequenos satélites do mundo, evento que reúne empresas, universidades, especialistas e representantes da indústria aeroespacial para discutir tendências, aplicações e inovações do setor.

A participação ocorreu  com um convite do NSEE, coordenado pelo professor Vanderlei Parro, com o objetivo de apresentar à comunidade internacional uma tecnologia desenvolvida nacionalmente: o SIMUCAM. Daniel Gueter foi a Amsterdã como responsável do NSEE pela apresentação do equipamento, criado pela Mauá para simular múltiplas câmeras simultaneamente em altíssima velocidade. A solução já foi validada para uso em aplicações de alta complexidade, incluindo projetos relativos à Agência Espacial Europeia.

Segundo o professor Fernando Martins, da Divisão de Eletrônica e Telecomunicações, a ida a Amsterdã representou uma oportunidade importante para mostrar a capacidade tecnológica desenvolvida dentro da Instituição. “O SIMUCAM é um equipamento de alta tecnologia, criado nacionalmente, que permite simular múltiplas câmeras ao mesmo tempo e em alta velocidade. Levar esse desenvolvimento para uma feira internacional foi uma forma de apresentar à comunidade aeroespacial o que a Mauá vem produzindo em inovação”, explica. 

Fernando e Daniel (260X185).jpg

Em Amsterdã, a Mauá apresentou tecnologias desenvolvidas na Instituição, ampliando sua presença no cenário internacional e fortalecendo conexões com empresas, universidades e centros de pesquisa do setor aeroespacial.

A presença no evento contou com a parceria da LC Eletrônica, empresa nacional que patrocinou o estande e tem interesse em industrializar e exportar o equipamento. A tecnologia desenvolvida pela Mauá, especificamente pelo NSEE, chamou a atenção da empresa pelo potencial de aplicação no mercado aeroespacial, especialmente num setor que exige precisão, validação técnica e alto desempenho.

Além do SIMUCAM, a Mauá também apresentou o MauáSat, CubeSat desenvolvido pela Instituição e premiado no CubeDesign 2025, no INPE. O projeto foi levado ao público internacional como mais uma demonstração da atuação da Mauá em pesquisa aplicada, eletrônica embarcada e desenvolvimento de sistemas voltados ao setor espacial.

Tecnologia nacional em vitrine global

Durante o evento, o SIMUCAM e o MauáSat foram exibidos no estande da LC Eletrônica, permitindo que representantes da comunidade aeroespacial conhecessem os projetos de perto e acompanhassem o funcionamento das soluções. A presença da Mauá ao lado da empresa e de instituições como a Escola Politécnica da USP e o ITA reforçou a capacidade brasileira de desenvolver tecnologias para um mercado altamente competitivo e especializado.

A feira também foi uma oportunidade para ampliar conexões com empresas, universidades e centros de pesquisa. “Estar numa feira desse porte abre caminhos importantes de cooperação. Fizemos muitos contatos, inclusive com universidades brasileiras e internacionais, e tivemos a oportunidade de mostrar pessoalmente o que está sendo desenvolvido na Mauá. Esse tipo de troca fortalece a pesquisa, aproxima instituições e cria possibilidades de parceria”, destaca Fernando Martins.

Aprendizado para novos projetos

Além de apresentar tecnologias desenvolvidas pela Mauá, a participação permitiu acompanhar de perto o que há de mais atual no mercado de pequenos satélites. O evento reuniu soluções voltadas a aplicações comerciais, acadêmicas e de defesa, ampliando a visão dos pesquisadores sobre tendências, custos de produção, processos de validação e exigências para colocar equipamentos em órbita.

Um dos principais aprendizados foi o de compreender a complexidade da etapa de validação. Em projetos espaciais, os testes necessários para garantir que um equipamento opere em órbita podem ter custos superiores aos da própria fabricação do satélite. Esse conhecimento é estratégico para orientar futuros desenvolvimentos e aproximar os projetos da Mauá dos padrões exigidos pelo setor.

Fernando Martins (200x281).jpg

Prof. Dr. Fernando Martins,da Divisão de Eletrônica e Telecomunicações – DET. representou a Mauá em um dos principais eventos internacionais voltados à tecnologia espacial, reforçando o compromisso com a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento tecnológico.

Para o professor Fernando Martins, a experiência trouxe um repertório valioso para a Instituição. “A feira nos permitiu entender melhor como o mercado espacial trabalha, quais são os custos envolvidos e como funcionam os processos de validação. Muitas vezes, os testes para colocar um equipamento em órbita custam mais do que a própria fabricação do satélite. Esse conhecimento é fundamental para os próximos passos dos nossos projetos”, afirma.

A presença da Mauá em Amsterdã reforça a importância da integração entre pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e parceria com a indústria. Ao levar suas soluções a uma vitrina internacional, a Instituição amplia sua visibilidade no setor aeroespacial e demonstra o potencial de pesquisadores e estudantes na criação de tecnologias de alto impacto.

“Os projetos apresentados reafirmam o compromisso da Mauá com a formação de profissionais preparados para atuar em áreas estratégicas, conectando conhecimento técnico, pesquisa, empreendedorismo tecnológico e visão de futuro”, finaliza o professor Fernando Martins.

Instituto Mauá de Tecnologia - Todos os direitos reservados 2026 ©