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INFO MAUÁ Mauá
edição 172

Projeto eTico avança em modelo de mobilidade sem motorista

Solução desenvolvida no Brasil combina tecnologia e inovação para transformar o uso de veículos nas cidades

Um novo modelo de mobilidade urbana começa a ganhar forma no Brasil com desenvolvimento do projeto eTico, uma solução que propõe o uso de veículos sob demanda sem a presença de um motorista a bordo. A iniciativa combina características de aplicativos de transporte e locadoras, mas com um diferencial tecnológico, o carro é entregue ao usuário por meio de condução remota, eliminando a necessidade de deslocamento até pontos físicos de retirada. 

Baseado no conceito de Transporte como Serviço (TaaS), o modelo permite que o usuário solicite o veículo diretamente por aplicativo, tornando a experiência mais prática e alinhada às transformações digitais que vem redesenhando o setor. A proposta também reduz a dependência de motoristas tradicionais e amplia as possibilidades de uso compartilhado de veículos.

O projeto já se encontra em estágio de desenvolvimento, com protótipos em operação e previsão de testes em ambiente urbano real nos próximos ciclos. Inserido em um cenário global marcado pela eletrificação conectividade e automação, o eTico também contribuiu para o debate sobre o papel do Brasil no avanço de tecnologia de mobilidade.

A Mauá participa diretamente do desenvolvimento do sistema de inteligência do veículo, com foco em visão computacional e inteligência artificial. A tecnologia permite que o carro interprete o ambiente ao seu redor em tempo real, como irregularidades no asfalta e dinâmicas do trânsito, o que amplia a precisão e a segurança da operação. 

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Para o professor Alexandre Harayashi, inovar é olhar para a realidade brasileira e responder com inteligência e eficiência. É assim que a Mauá constrói o futuro da mobilidade.

“A proposta do eTico é justamente adaptar tecnologias avançadas à realidade brasileira. Estamos trabalhando para que o sistema consiga compreender cenários complexos, comuns nas nossas cidades, e responder de forma segura e eficiente”, explica o professor Alexandre Harayashiki, responsável pelo projeto na Mauá.

A combinação entre teleoperação e sistemas embarcados de automação cria uma camada adicional de segurança, permitindo que o veículo responda a situações críticas mesmo em casos de falhas de comunicação. Esse modelo híbrido também representa um passo intermediário importante para a adoção plena de veículos autônomos no país.

“Além de viabilizar uma nova opção de mobilidade, o projeto gera dados reais que são fundamentais para o aprimoramento contínuo dos sistemas. Isso acelera o desenvolvimento tecnológico e contribuiu para a evolução do setor como um todo”, destaca professor Alexandre.

Ao propor uma solução inovadora e adaptada ao contexto nacional, o eTico reforça o potencial da engenharia e da tecnologia brasileira nas construções de alternativas mais eficientes, seguras e sustentáveis para o futuro da mobilidade urbana.

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