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INFO MAUÁ Mauá
edição 172

Alunas da Mauá são premiadas em projeto internacional com a AACD

Competição patrocinada pela Dassault Systèmes conecta engenharia, inovação e impacto social em parceria com instituições globais

As alunas Sofia Zanoni de Oliveira Peña e Sophia Selas, do curso de Engenharia de Produção do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), foram premiadas no Projeto Colaborativo Internacional 2025, iniciativa que reúne estudantes de diferentes países para o desenvolvimento de soluções inovadoras com impacto social. A competição é patrocinada pela Dassault Systèmes e realizada em parceria com a EDC Tecnologia, AACD, SENAI e universidades da Colômbia e do Peru.

O projeto tem como base o uso da plataforma 3D EXPERIENCE e propõe desafios reais de engenharia, desenvolvidos em equipes multidisciplinares e internacionais. Desde 2020 a Mauá tem realizado essa competição com diversas instituições nacionais e internacionais. Como explica o professor Jorge Kawamura, responsável pela iniciativa, o modelo simula o ambiente profissional ao integrar estudantes de diferentes formações, culturas e idiomas num mesmo projeto.

O projeto com a AACD

Na edição de 2025, o desafio foi o desenvolvimento de um andador voltado a pessoas com baixa mobilidade, construído em parceria com a equipe de inovação da AACD. As equipes foram formadas com integrantes de diferentes instituições e passaram por etapas de treinamento, acompanhamento técnico e avaliações ao longo do projeto. Durante o período de desenvolvimento, os alunos recebem treinamento e as equipes recebem tutoria dos professores participantes da competição.

As alunas da Mauá destacaram-se ao longo do processo, como as únicas representantes da Instituição a concluir todas as etapas do projeto. Em conjunto com a equipe internacional, participaram desde o planejamento até a modelagem e simulações do produto. “O projeto envolveu o desenvolvimento completo, incluindo levantamento de requisitos, modelagem do andador, simulações de ergonomia e estruturais, além da consolidação das informações técnicas”, destaca Kawamura. 

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Protagonismo e inovação: alunas de Engenharia de Produção representam a Instituição em projeto global com foco em acessibilidade.

O diferencial da solução desenvolvida está na adaptação do equipamento às necessidades do usuário. O andador conta com um sistema que permite ajustar sua estrutura de acordo com obstáculos, como degraus e escadas, além de incluir módulos funcionais, como iluminação, suporte para objetos e botão de emergência. O projeto foi apresentado à AACD e recebeu avaliação positiva de especialistas da área, com recomendações para evolução futura.

Preparando profissionais para o futuro

Segundo o professor, iniciativas como essa são fundamentais para a formação dos alunos. “A importância do projeto nesse formato é permitir que os estudantes vivenciem a complexidade do trabalho colaborativo internacional, enfrentem desafios reais de comunicação, organização e aplicação prática do conhecimento”, afirma.

No final, a equipe vencedora recebeu reconhecimento internacional e premiação, além de certificados de participação. Mais do que o resultado, a experiência reforça o papel da Engenharia na criação de soluções com impacto direto na sociedade.

Para Sofia Zanoni de Oliveira Peña, a vivência foi decisiva para sua formação. “Participar da competição foi, por si só, uma experiência muito gratificante, principalmente pela oportunidade de contribuir, mesmo que de forma simples, com a AACD. Além disso, foi muito enriquecedor trocar experiências com um aluno de uma instituição parceira no exterior. E, para fechar, o reconhecimento com o prêmio tornou tudo ainda mais especial, trazendo também a chance de interagir com professores da Mauá e colaboradores da Dassault envolvidos no projeto”, destaca a estudante.

A aluna Sophia Selas complementa que a experiência no projeto foi marcada por um olhar profundo sobre a acessibilidade real, focando nas dificuldades enfrentadas por quem possui mobilidade reduzida. “Desenvolver um andador capaz de subir escadas e com módulos adaptáveis foi nossa resposta direta aos obstáculos geográficos e cotidianos. O processo foi desafiador, especialmente na comunicação de questões técnicas em duas línguas distintas, o português e o espanhol. Receber esse reconhecimento ao lado da minha equipe foi extremamente gratificante, pois provou que, mesmo com desafios de comunicação, conseguimos converter empatia em inovação e entregar um projeto que realmente expande as fronteiras da autonomia para o usuário.”

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