A revolução dos alimentos funcionais
Produtos alimentícios em prol da qualidade de vida
O aumento da expectativa de vida e os novos e diferentes estilos de vida das pessoas têm promovido uma evolução em diferentes campos; entre eles, o da Nutrição.
Atualmente, uma dieta adequada consiste em fornecer não apenas nutrientes importantes à sobrevivência do indivíduo, mas também capazes de proporcionar saúde, reduzir o risco de doenças e aumentar o bem-estar, além de apresentar efeitos terapêuticos frente a determinados processos. São os chamados alimentos funcionais, que podem ser probióticos, prebióticos ou até uma combinação entre ambos – os chamados simbióticos.
São considerados alimentos probióticos os suplementos à base de micro-organismos vivos que, consumidos em determinada quantidade, afetam beneficamente a saúde das pessoas. Eles podem melhorar os movimentos peristálticos do intestino, aumentando a absorção de nutrientes e prevenindo ou controlando infecções intestinais. Melhoram a digestão da lactose em pessoas com intolerância a lactose, reduzem o nível de colesterol e também o risco de câncer de cólon. Já os prebióticos são complementos alimentares não digeríveis no estômago que fazem bem à saúde, estimulando a proliferação ou atividade de bactérias desejáveis ao cólon. Todo o processo de fermentação dos prebióticos no cólon resulta na redução do pH no cólon intestinal, impedindo o crescimento de certas bactérias patogênicas, ou seja, prejudiciais à saúde.
Os chamados alimentos simbióticos são aqueles que contêm tanto os micro-organismos vivos dos probióticos quanto os elementos dos prebióticos e assim agregam as características dos dois grupos, trazendo benefícios às pessoas que os consomem na quantidade adequada. Essas características estão em geral presentes em diversos tipos de iorgutes, queijos, sobremesas lácteas, leites fermentados. No entanto vale destacar que, para termos boa saúde, precisamos combinar alimentos de vários perfis e não apenas os alimentos funcionais.
(*) Material produzido com base em artigo da professora Cristiane Maria Barra da Matta, Engenheira de Alimentos do Centro de Pesquisas da Mauá.
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