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INFO MAUÁ Mauá
edição 72 - junho de 2016

Viagem para o exterior: vale mais a pena comprar moeda estrangeira ou utilizar cartões de crédito?

Professor Ricardo Balistiero orienta sobre o que deve ser feito para evitar prejuízo

Com o dólar em alta e as férias chegando, o coordenador e professor do curso de Administração do IMT, Ricardo Balistiero, dá dicas de economia para quem pretende viajar ao exterior

Com a aproximação das férias de julho, quem tem viagem programada para o exterior fica com a dúvida: compensa mais comprar moeda estrangeira ou utilizar os cartões de crédito/débito nas compras feitas localmente?

E essa incerteza não é à toa. No início de maio, o governo anunciou a elevação da tributação da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para a compra de dólar e outras moedas estrangeiras. De acordo com o decreto presidencial, o índice subiu de 0,38% para 1,1%, o que, sem dúvida, causa um impacto final importante no valor da compra.

Em tempo de crise, antes de viajar planeje bem o seu orçamento para não ficar no vermelho“Essa foi uma atitude pouco planejada do governo anterior na tentativa de fazer um ajuste fiscal. Como temos de enfrentar essa realidade, embora tenha ocorrido esse aumento na alíquota de IOF, a opção para comprar a moeda estrangeira ainda é a mais barata. Isso porque a tributação nesse caso é de 1,1%, enquanto a taxa do cartão é de 6,38%. Aqui, estamos falando em cartão de débito. Quando as compras são feitas no crédito, ainda se  corre o risco da variação cambial, o que pode elevar ainda mais o valor final da fatura”, explica o coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, professor Ricardo Balistiero.

Outro ponto levantado pelo professor é a questão da segurança. Normalmente, as pessoas viajam para descansar. Por isso, é importante planejar a possibilidade de eventuais problemas. “Um contratempo que pode acontecer durante a viagem é o indivíduo perder o montante de dinheiro em espécie que foi levado. Para evitar esse tipo de situação, o mais indicado é fazer um mix das duas opções, ou seja, levar uma parte do valor em espécie e utilizar o resto no cartão. É uma maneira de equilibrar o risco e evitar perdas maiores”, acrescenta o coordenador.

E ainda fica o alerta: consuma com cautela e evite gastos desnecessários. “O desemprego ainda assombra o País e estamos num período de transição. Tudo indica a retomada da economia brasileira para o próximo ano, mas não é o momento de extrapolar financeiramente”, conclui o professor.

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