Eng. Fernando Pacheco conta os desafios de liderar a construção do Parque Olímpico do Rio de Janeiro
Com 35 anos de carreira, o profissional acumula projetos bem-sucedidos na sua jornada
Fernando Pacheco, ex-aluno da Mauá, hoje atua como diretor-presidente da Rio MaisA curiosidade e a paixão por obras acompanham o engenheiro civil, Fernando Pacheco, desde a infância. “Sempre fui curioso e gostei de encontrar soluções criativas para os problemas. Quando criança, ficava fascinado ao ver a execução de qualquer tipo de obra e acho que foi isso me levou para o curso de Engenharia Civil. Muitos anos depois, já estudante da Mauá, tive a oportunidade de conhecer algumas obras do setor da construção pesada, muito complexas e de grande dimensão. Foi aí que decidi que essa seria a área onde iria trabalhar como engenheiro”, conta o executivo.
Atualmente, Pacheco é diretor-presidente da Rio Mais e diretor de contrato da construtora Odebrecht, um dos principais responsáveis pela obra de construção do Parque Olímpico que sediará os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No seu dia a dia, ele conta que utiliza os conceitos da Engenharia para vencer importantes desafios.
“Em abril de 2012, fui designado diretor-presidente da Concessionária Rio Mais (SPE formada pela Construtora Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken), responsável pela realização da maior parte das obras do Parque Olímpico. Numa obra dessa complexidade, dimensão e importância, cada novo dia é diferente dos anteriores e com novos desafios. Um grande desafio que fica marcado foi o de conseguir liderar e integrar as diversas equipes multidisciplinares, bem como planejar e acompanhar o desenvolvimento das várias especialidades, otimizando soluções de engenharia e visando garantir qualidade e cumprimento do prazo, apesar dos imprevistos que sempre acontecem nesse tipo de obra”, afirma o executivo ao contar que chegou a ter mais de 4.500 pessoas trabalhando no pico da obra, o que exigiu grande organização e logística para atender às demandas necessárias e criar um excelente e produtivo ambiente de trabalho.
Outro desafio importante que acompanha o profissional é o cumprimento do prazo de entrega da obra. “É preciso “engenheirar” com criatividade e muita determinação para resolver os contratempos e conseguir executar todos os serviços com qualidade e dentro dos prazos estabelecidos no Contrato de PPP (Parceria Público-Privada). Afinal, essa é uma obra para as Olimpíadas e a data de início dos Jogos Olímpicos é imutável”, acrescenta.
O sucesso não é ao acaso
Não foi à toa que Fernando Pacheco assumiu um cargo de tamanha importância frente ao país. Sua trajetória profissional iniciou-se ainda na graduação na Mauá, na década de 1970, quando foi aluno-assistente de Topografia e teve a oportunidade de aplicar o que aprendeu com os renomados professores Alberto de Campos Borges e Waldemar Hazoff. “Considero que a excelente base teórica que adquiri durante o curso de Engenhara Civil na Mauá e os grandes mestres que tive, foram e continuam sendo fundamentais para o exercício da profissão, sem dúvida um diferencial”, reflete.
Depois da faculdade, o profissional trabalhou como engenheiro trainee na CBPO – Companhia Brasileira de Projetos e Obras, que havia sido comprada pela Odebrecht no ano anterior. “Atuei durante cerca de um ano e meio na sede da empresa em São Paulo, no Setor Técnico e de Orçamentos. Depois fui transferido para a obra, onde iniciei minha jornada de engenheiro, propriamente dita. Ao longo da minha carreira, tive a oportunidade de trabalhar em diversas obras, das quais destaco: Barragem de Nova Avanhandava – CESP, Ligação Ferroviária Campinas/Santos – FEPASA, Complexo Viário de Campo Grande – MS, Trem Metropolitano de Porto Alegre – TRENSURB, nas duas últimas como Gerente de Contrato”, conta.
Vivência internacional
Durante 20 anos, o profissional trabalhou em Portugal, ao ser transferido pela Odebrecht para esse país. “Por lá participei e liderei inúmeras obras dos mais variados segmentos e tipos. Porém, em 1998, decidi que viveria em Portugal e tomei a decisão de sair da Odebrecht - depois de quase 18 anos. Convidado para ser o responsável para desenvolver uma empresa portuguesa no Setor da Construção Pesada, foi um enorme desafio, mas sensacional. Em menos de 5 anos, a organização já despontava entre as principais no Setor da Construção Pesada, quando então acabei por assumir a Presidência da Empresa.
Marco na carreira
Há quatro anos, ele recebeu um novo convite da Odebrecht para assumir a frente da construção do Parque Olímpico Rio 2016. “Considerei a proposta irrecusável, pois seria um marco determinante na minha carreira profissional”, complementa.
O engenheiro acrescenta que, neste momento, sua prioridade absoluta é terminar os últimos detalhes da obra. “É um projeto maravilhoso e grande legado para nosso país. Tenho a convicção de que as obras construídas pela Rio Mais vão proporcionar uma operação funcional, permitindo aos atletas e ao público em geral curtir e aproveitar os jogos”.
Quando sobra um tempinho no meio de tamanha responsabilidade e correria, Pacheco aproveita para ficar com a família e descansar. Depois da entrega da obra, o executivo diz que vai tirar um mês de férias e planejar os novos desafios. “Como engenheiro que aprendi a ser, irei analisar, ponderar e decidir que caminho seguir...Quem sabe e por quê não Tóquio 2020?!”.
Quem quiser conhecer um pouco mais do seu recente e importante trabalho poderá assistir a palestra “Parque Olímpico: conheça esse desafio e o legado para o Rio de Janeiro”, que será ministrada no próximo 07 de junho, às 18h, no Campus de São Caetano do Sul, Auditório H. 201.
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