Trabalho apresentado na Eureka tem continuidade no Mestrado da Mauá
Buscando uma
alternativa ao leite na produção de bebidas probióticas, o grupo composto pelas alunas Carolina Battistini, Cláudia
Koga, Erica Ichimura e Marjorie Arakelian, sob a orientação da Prof.ª Cristiane da Matta, criou um produto diferenciado feito à
base de soja verde, matéria-prima ainda pouco explorada no mercado brasileiro.
A soja verde mantém todos os benefícios
nutricionais da versão madura, com o diferencial de ser mais facilmente digerida e possuir sabor mais suave, o que melhora as
características sensoriais dos alimentos à base do grão. ?As razões para termos escolhido trabalhar com a soja verde foram o
teor reduzido dos oligossacarídeos estaquiose e rafinose, açúcares que não são digeridos no intestino humano, e a ausência da
enzima lipoxigenase, responsável pelo sabor residual da soja comum. Para desenvolver o trabalho, utilizamos uma variedade chinesa do
grão?. ? comenta Carolina Battistini.
O grupo ainda participou do 11.º Congresso Nacional de Iniciação Científica,
CONIC - SEMESP 2011 e conquistou a primeira colocação na área de Engenharias e Tecnologias na categoria Trabalho em Andamento, com
o projeto "Desenvolvimento de bebida fermentada simbiótica à base de soja verde?.
Carolina conta que, ao se graduar,
recebeu um convite para fazer o mestrado na Mauá como bolsista da CAPES e decidiu aprofundar a pesquisa iniciada na graduação. Com
a ajuda da Embrapa Soja, a aluna conseguiu produzir e colher a soja verde em território nacional ?A qualidade da soja nacional
mostrou-se melhor em relação à importada para a produção de bebidas fermentadas, e a Embrapa ainda cedeu amostras da soja madura
para realizarmos o comparativo, que foi feito, em parte, na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto, em
Portugal. Outra conquista importante foi a aprovação do financiamento da pesquisa pela FAPESP, que estará em andamento sob a
coordenação da Prof.ª Cynthia Kunigk até 2016?. ? esclarece.
A ex-aluna explica por que foi importante a
continuidade do projeto após a graduação: "Continuar o projeto no mestrado me deu a oportunidade de participar de dois
Simpósios, fazer o Intercâmbio para a Universidade Católica do Porto e conhecer a Embrapa Soja, além de aumentar minha rede de
contatos com pesquisadores renomados no Brasil e no exterior. O leque de opções de carreira aumentou e hoje posso seguir tanto a
carreira na indústria quanto acadêmica. Neste momento, estou esperando as oportunidades se apresentarem", encerra Carolina.
Ainda pensando na evolução e na parceria do projeto, a Mauá recebeu a aluna Talea Skorzinski da Universidade Hochschule
Neubrandcenburg ? Alemanha, que participará não só de pesquisas sobre soja verde, como também como aluna especial das aulas de
Mestrado em Microbiologia do Alimento da Mauá.
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