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INFO MAUÁ Mauá
edição 52 - junho de 2014

Como a inflação pode afetar a economia em 2014

A previsão para a variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, passou de 5,3% para 5,6%, segundo o relatório de receitas e despesas do orçamento federal, relativo ao segundo bimestre deste ano. Porém esse número está abaixo da expectativa do mercado, que é de 6,43%%, captada pelo Banco Central em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

O problema é o aumento da taxa de juros que, em parte, leva à inadimplência, em especial por quem acumulou dívidas de longo prazo. O maior índice de atrasos de pagamentos é percebido nas contas de luz, esgoto e gás, com 12,38% seguido por telefonia, na TV a cabo e nos serviços de internet com 5,78%. Já os bancos e lojas, como forma de manter a inadimplência baixa, adotaram critérios mais rígidos para a concessão de crédito, o que  manteve o índice em 4,83% nos bancos e 2,54% nas lojas.

Também como forma de conter esses impactos, desde abril de 2013, o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação tem sido o aumento da taxa Selic. Até o momento, foram nove altas consecutivas, atingindo 11% ao ano.

Para o professor Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, a Selic é o principal instrumento de política monetária para surtir efeitos mais imediatos. ?Bem como uma cirurgia, o método utilizado é mais invasivo e resolve mais rapidamente?, explica. Mas o professor alerta que em médio e longo prazos é preciso trabalhar a taxa Selic combinada com outros instrumentos da política econômica.

Para o consumidor, o cenário não está favorável para compras a prazo. ?O crédito vai ficar mais caro, pois a taxa Selic tem como objetivo encarecê-lo e, assim, reduzir a demanda. É recomendável adiar para 2015 a realização de compras com financiamento?, diz professor Balistiero.

Para 2015,  o cenário promete melhorias já que em 2014 há muitos acontecimentos relevantes para a economia como eleição presidencial e Copa do Mundo. ?Já para o segundo semestre há tendência de desaceleração e é possível que as taxas fiquem abaixo do teto estipulado?, encerra o professor Balistiero.

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