Instituto Mauá de Tecnologia
aposta em intercâmbios bilaterais para o desenvolvimento de tecnologias
Iniciativa abre espaço para estudantes de
países como Alemanha e França desenvolverem projetos no Brasil
Com o objetivo de favorecer o intercâmbio de estudantes
de graduação, aproximar os conteúdos curriculares e as metodologias de ensino entre os países, o Instituto Mauá de Tecnologia tem
como estratégia ampliar as parcerias com universidades estrangeiras e trazer para seu campus alunos que agreguem conhecimentos em
novos projetos.
O primeiro aluno desse programa é o tunisiano Mohamed Eljani, de 23 anos. "O objetivo da Mauá com essa
interação é o de estabelecer desafios atraentes aos jovens estrangeiros e incorporá-los nas atividades do campus na solução de
problemas de engenharia", afirma o professor Vanderlei Cunha Parro.
Mohamed Eljani estuda microeletrônica, tecnologia da
informação e novas tecnologias na escola francesa École des Mines, de Saint-Etienne, e ficará seis meses no Brasil, quando atuará
no Núcleo de Sistemas Eletrônicos Embarcados (NSEE). O aluno estará focado principalmente no desenvolvimento de softwares para
radares de longo alcance utilizados em tráfego aéreo, além da participação nos cursos de compatibilidade eletromagnética e
sistemas tempo real.
É a primeira vez que o ele vem ao Brasil e se diz impressionado com a estrutura da cidade de São
Paulo. ?É uma cidade com bairros e edifícios muito grandes, o metrô como transporte público é muito bom e as pessoas são bem
acolhedoras?, afirma Eljani.
Sobre a infraestrutura do Instituto Mauá de Tecnologia, Mohamed Eljani conta que as
instalações são bem semelhantes às da França, onde reside. ?Minha expectativa é de adquirir novos conhecimentos e também
novas formas de trabalho. Estou feliz com o que faço agora?.
Outro projeto que está sendo promovido pelo instituto é a
construção do Cubesat (satélite em miniatura usado para pesquisas espaciais) e que pode vir a ter a participação do Observatório
de Paris. A missão Aster, que visa à cooperação com os cientistas russos para o lançamento de uma sonda capaz de atingir um
sistema de cometas e, um projeto de astrobiologia em cooperação com a USP e participação da NASA para o desenvolvimento de sistema
eletrônico.
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