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INFO MAUÁ Mauá
edição 42 - junho de 2013

Alta da taxa Selic atinge financiamento para consumidor

Em consequência do reajuste  que elevou a taxa Selic para o patamar de 7,5% ao ano, feito em abril, pelo Banco Central, os consumidores que se utilizam de financiamento para aquisição de bens e serviços sentirão em breve o aumento dos custos financeiros. Esses consumidores são a maioria no Brasil, já que poucos fazem suas compras à vista, segundo o Prof. Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

Para o prof. Balistiero, a elevação pouco expressiva da taxa Selic tem como objetivo sinalizar ao mercado a existência de esforços para o cumprimento da meta de inflação. ?O Brasil tem metas de inflação para cumprir anualmente. Caso elas sejam ameaçadas ou ultrapassadas, o Banco Central rapidamente sobe a taxa básica de juros, a Selic, para encarecer o crédito e inibir o consumo. Assim, a inflação cai novamente?, afirma.

A questão é que a Selic serve de parâmetro para as demais taxas do Brasil - como a de financiamento de automóveis - e por isso acaba interferindo nos valores dos produtos.

Por mais que a Selic, taxa básica de juros do Brasil, esteja menor do que em países como Argentina e Venezuela, com 15,25% e 14,82%, respectivamente, o número ainda é alto se comparado à taxa estadunidense, que é de 0,25% ao ano. Para o prof. Balistiero, os valores dos Estados Unidos são baixos por dois motivos: indução ao consumo e memória inflacionária. ?O governo estadunidense quer instigar o consumidor a gastar. Além disso, a inflação do Brasil tem sido mais alta do que a daquele país, pelo menos nos últimos 30 anos?, explica.

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