Alta da taxa Selic
atinge financiamento para consumidor
Em consequência do reajuste que elevou a taxa Selic para o patamar de 7,5% ao
ano, feito em abril, pelo Banco Central, os consumidores que se utilizam de financiamento para aquisição de bens e serviços
sentirão em breve o aumento dos custos financeiros. Esses consumidores são a maioria no Brasil, já que poucos fazem suas compras à
vista, segundo o Prof. Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.
Para o
prof. Balistiero, a elevação pouco expressiva da taxa Selic tem como objetivo sinalizar ao mercado a existência de esforços para o
cumprimento da meta de inflação. ?O Brasil tem metas de inflação para cumprir anualmente. Caso elas sejam ameaçadas ou
ultrapassadas, o Banco Central rapidamente sobe a taxa básica de juros, a Selic, para encarecer o crédito e inibir o consumo. Assim,
a inflação cai novamente?, afirma.
A questão é que a Selic serve de parâmetro para as demais taxas do Brasil - como a de
financiamento de automóveis - e por isso acaba interferindo nos valores dos produtos.
Por mais que a Selic, taxa básica de
juros do Brasil, esteja menor do que em países como Argentina e Venezuela, com 15,25% e 14,82%, respectivamente, o número ainda é
alto se comparado à taxa estadunidense, que é de 0,25% ao ano. Para o prof. Balistiero, os valores dos Estados Unidos são baixos
por dois motivos: indução ao consumo e memória inflacionária. ?O governo estadunidense quer instigar o consumidor a gastar.
Além disso, a inflação do Brasil tem sido mais alta do que a daquele país, pelo menos nos últimos 30 anos?,
explica.
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