Sem elevação do IPI, fabricantes baixam valor dos
automóveis
O Ministério da Fazenda
anunciou, no final de março, a decisão de manter o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido até o final de 2013 para
os produtos do setor automobilístico, que incluem veículos de passeio e caminhões. A alíquota para veículos populares de até
1.000 cm3 (1.0), por exemplo, subiria de 2% para 3,5% em 1.º de abril. Para os caminhões, a alíquota permanece
zero.
Essa medida foi tomada depois de o Ministério antecipar que não atingiria a previsão de crescimento de 4,5% na
produção de veículos neste ano. Ainda assim, o congelamento do IPI foi um dos motivos para a fabricante Audi conceder um desconto
médio de 10% em toda a sua linha e para a Hyundai baixar o preço do veículo HB20S.
Em 2011 e 2012, a alíquota do setor
automobilístico teve redução do IPI a zero após queda nas vendas do ramo. O valor teve de ser posteriormente elevado, já que o
governo não pode abrir mão de impostos por um longo período, segundo Francisco José Olivieri, professor dos cursos de
Administração e de Engenharia do Instituto Mauá de Tecnologia. ?A redução do IPI serve para estimular a economia a fim de
ajudar a manter os níveis de produção e emprego do País, mas, como o governo precisa de tributos para cobrir gastos de custeio, a
redução não pode ser mantida indefinidamente?, afirma.
Prof. Olivieri ainda explica que a redução do IPI é decidida
pelo governo conforme a necessidade de estímulo a determinados ramos da indústria.Os consumidores também podem aproveitar o
momento para compra de móveis e de produtos da linha branca (eletrodomésticos). Para a máquina de lavar, por exemplo, a alíquota
caiu de 20% para 10%.
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