Guia de Mobilidade Acadêmica Internacional
1. O que é Mobilidade Acadêmica Internacional?
A mobilidade acadêmica internacional é a oportunidade de realizar parte da graduação em uma universidade estrangeira parceira do Instituto Mauá de Tecnologia, cursando disciplinas e participando de atividades acadêmicas no exterior por um período determinado.
Essa experiência integra as ações de internacionalização do IMT e contribui para a formação acadêmica, profissional e intercultural dos estudantes.
Além da mobilidade acadêmica de longa duração, a Mauá também desenvolve outras iniciativas internacionais, como:
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participação em competições acadêmicas internacionais;
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disciplinas ministradas em língua estrangeira;
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atividades em parceria com universidades internacionais;
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visitas de professores estrangeiros ao campus;
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programas e cursos de curta duração no exterior.
2. Modalidades de Mobilidade Acadêmica
Cursos de Curta Duração
São programas acadêmicos internacionais de curta duração, voltados a temas específicos e com custos associados à participação.
Programa Sanduíche (Intercâmbio tradicional)
Permite ao aluno cursar um semestre ou um ano acadêmico em uma universidade parceira durante a graduação.
Dupla Diplomação
Permite que o aluno realize parte final do curso em universidade parceira, conforme regras específicas de cada programa, obtendo o diploma da faculdade de destino e o da Mauá.
Mobilidade em Pesquisa
Voltada a estudantes envolvidos em atividades de pesquisa acadêmica, conforme oportunidades vinculadas a grupos de pesquisa e projetos institucionais.
Missões Acadêmicas
São experiências internacionais de curta duração organizadas com programação temática, podendo incluir visitas acadêmicas, técnicas e institucionais.
3. Quem pode participar?
As oportunidades de mobilidade possuem critérios específicos conforme a universidade parceira e o programa oferecido.
De forma geral, os principais critérios considerados são:
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desempenho acadêmico, avaliado pelo Coeficiente de Rendimento (CR);
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proficiência no idioma exigido pela universidade de destino;
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ausência de pendências financeiras com o IMT;
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atendimento aos requisitos específicos da oportunidade divulgada.
Além disso, participações extracurriculares também são consideradas no processo seletivo, como:
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monitoria;
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iniciação científica;
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participação em entidades estudantis;
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participação em programas institucionais como GCSP;
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participação em equipes de competição acadêmica.
Cada universidade parceira pode exigir documentação e critérios adicionais
4. Custos envolvidos
A mobilidade acadêmica internacional exige planejamento financeiro por parte do estudante.
Taxas acadêmicas
Nos programas vinculados a acordos institucionais, muitas universidades parceiras oferecem isenção acadêmica total ou parcial, conforme as condições específicas de cada instituição e destino.
Essa condição não se aplica a todos os programas.
Algumas universidades, especialmente em países cuja língua principal é o inglês, podem cobrar:
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tuition fees (mensalidades acadêmicas);
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taxas administrativas;
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taxas de matrícula.
Bolsas
Quando houver bolsa vinculada ao programa, ela normalmente corresponde à vaga acadêmica na universidade parceira, com isenção total ou parcial de custos acadêmicos.
A bolsa não representa repasse financeiro direto ao estudante e não cobre despesas pessoais.
Despesas de responsabilidade do aluno:
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passagem aérea;
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acomodação;
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alimentação;
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seguro saúde internacional;
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visto;
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transporte local;
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demais despesas pessoais.
5. Aproveitamento acadêmico
O aproveitamento das disciplinas cursadas no exterior não é automático.
A análise é realizada posteriormente pela coordenação do curso, considerando:
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conteúdo programático;
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carga horária;
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compatibilidade acadêmica com a matriz curricular do IMT.
Nem todas as disciplinas cursadas no exterior necessariamente serão aproveitadas.
Dependendo do planejamento acadêmico e das disciplinas escolhidas, pode haver impacto no tempo de formação.
Por isso, recomenda-se que o aluno consulte previamente a coordenação de seu curso para avaliar as possibilidades de aproveitamento antes da candidatura.
6. Benefício de Interrupção de Curso
Durante a mobilidade acadêmica internacional, o aluno poderá solicitar o benefício de interrupção de curso, mantendo seu vínculo com o Instituto Mauá de Tecnologia durante o período de estudos no exterior.
A interrupção congela temporariamente a situação acadêmica e financeira do aluno pelo período aprovado institucionalmente.
Durante o período de interrupção regularmente aprovado, não há cobrança de mensalidades pelo IMT.
Solicitação
A solicitação deve ser realizada via FLUIG, mediante apresentação da carta de aceite da universidade estrangeira e ausência de pendências financeiras com o IMT.
Prazo de interrupção
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Para alunos de cursos anuais, como os cursos de engenharia, a interrupção ocorre por 1 ano letivo (exatamente 12 meses desde a concessão) .
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Para alunos de cursos semestrais, a interrupção pode ocorrer por 6 meses ou 1 ano, conforme a duração do período de mobilidade.
O retorno acadêmico ocorre conforme o calendário institucional e a estrutura curricular vigente do curso.
7. Passo a passo do processo de mobilidade acadêmica
Passo 1 – Inscrição online
As oportunidades são divulgadas na página de Relações Internacionais, na seção Oportunidades Abertas.
O aluno deve:
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ler atentamente as condições da oportunidade;
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verificar requisitos acadêmicos e linguísticos;
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preencher a inscrição online dentro do prazo informado.
É possível se inscrever em até três oportunidades, indicando a ordem de preferência.
Passo 2 – Processo seletivo interno
Quando o número de inscritos for superior ao número de vagas, é realizado processo seletivo interno.
São considerados:
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Coeficiente de Rendimento (CR);
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proficiência no idioma exigido;
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participações extracurriculares;
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perfil acadêmico geral do candidato.
Os resultados são comunicados por e-mail.
Passo 3 – Confirmação da vaga
Os alunos selecionados devem confirmar interesse dentro do prazo informado.
A ausência de resposta dentro do prazo pode resultar na perda da vaga.
Passo 4 – Nomeação
Após a confirmação, a Assessoria de Relações Internacionais realiza a nomeação do aluno junto à universidade parceira.
A nomeação representa a indicação oficial do aluno pelo IMT à universidade estrangeira.
A nomeação não significa aprovação final.
A aprovação definitiva depende da análise documental e do aceite formal da universidade parceira.
Passo 5 – Aplicação na universidade estrangeira
Após a nomeação, o aluno deverá realizar a aplicação diretamente na universidade parceira, conforme orientações recebidas.
Documentos frequentemente exigidos:
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histórico escolar;
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passaporte;
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comprovante de proficiência linguística (quando exigido);
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plano de estudos / learning agreement;
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carta de motivação;
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carta de recomendação (quando aplicável).
Cada universidade possui prazos, sistemas e exigências próprias.
Passo 6 – Carta de aceite
Após análise documental, a universidade parceira envia a carta de aceite.
Esse documento será necessário para:
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solicitação de visto;
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interrupção de curso;
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organização da viagem.
Passo 7 – Preparação para viagem
Após receber a carta de aceite, o aluno deverá providenciar:
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visto de estudante;
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seguro saúde internacional;
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acomodação;
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passagens aéreas;
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demais exigências do país de destino.
Recomenda-se não adquirir passagens ou formalizar reservas antes da emissão do visto e do recebimento da carta de aceite.
8. Responsabilidades do aluno
O processo de mobilidade acadêmica exige autonomia e atenção aos prazos.
É responsabilidade do aluno:
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providenciar a documentação exigida;
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cumprir os prazos estabelecidos;
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acompanhar os e-mails institucionais;
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realizar corretamente a aplicação junto à universidade parceira;
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buscar informações sobre exigências do país de destino.
9. Recomendações importantes
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Pesquise previamente a universidade de destino, as disciplinas oferecidas, o campus, a cidade e o país onde a instituição está localizada.
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Informe-se sobre aspectos práticos do destino, como moeda local, exigências sanitárias, vacinas e demais condições locais relevantes para a viagem.
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Desenvolver conhecimento em outros idiomas é fundamental para ampliar as possibilidades de participação em oportunidades internacionais. Em muitos programas, certificações como TOEFL, IELTS, DELF e DELE podem ser exigidas pela universidade de destino.
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Manter bom desempenho acadêmico e participar de atividades extracurriculares, como monitoria, iniciação científica, entidades estudantis, GCSP e equipes de competição acadêmica, contribui para fortalecer o perfil do candidato nos processos seletivos.
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Manter o passaporte válido ao longo do curso facilita a participação em oportunidades internacionais que possam surgir durante a graduação.