edição 27 | Setembro de 2012    

Gerente de Recursos Humanos do Instituto Mauá de Tecnologia utiliza seu tempo livre para a construção de miniaturas


Milton e seu hobby de construir carros de fórmula 1

Desde menino, Milton Souza, gerente de Recursos Humanos da Mauá, cultiva o plastimodelismo como hobby. O passatempo consiste em construir objetos em escala reduzida, fabricadas sob a forma de kits plásticos, com o objetivo de exposição estática. Ainda na infância, gostava de observar maquetes e tinha curiosidade em saber como aquelas miniaturas eram feitas. Aos nove anos, ele ganhou da mãe seu primeiro modelo: um kit de avião e foi aí que tudo começou.

Sempre em busca de mais informações sobre esse tipo de hobby, aos 14 anos, Milton interessou-se por construir barcos e faziam parte de sua coletânea navios de guerra e caravelas antigas. Contudo os modelos passaram a ocupar mais espaço do que o previsto, e ele teve de deixá-los de lado.

Desde os 20 anos até hoje (com 44), sua paixão é montar carros. Possui aproximadamente 55, todos na escala de 1/20. Milton se diz um grande fã de velocidade, de carros de corrida e de competição. Dentre os de sua coleção, prefere os carros de Fórmula 1, pois garante que os acabamentos são melhores. Mas considera sua McLaren, do piloto Mika Häkkinen, e Leyton House, de Mauricio Gugelmin, as mais especiais, porque acredita que ficaram perfeitas. ?O artifício mais legal disso é você tentar aproximar-se ao máximo da realidade e da perfeição, observar a miniatura idêntica à original. Gosto de usar um pouco do meu tempo montando-os?, conta.

Na atividade, os temas mais comuns são  aviões, navios, automóveis, motos e veículos militares, motivos de competição entre os praticantes. A maioria dos modelos retrata a grande variedade de formas, de acordo com seu contexto histórico. O grande atrativo do hobby é a engenharia envolvida nos diversos modelos e o estado da arte do design final. Como curiosidade, Milton conta que os primeiros kits foram fabricados pelas empresas britânicas Frog e Airfix, na década de 1950, enquanto as americanas Revell, AMT e Monogram ascenderam no mercado na década seguinte, assim como a francesa Heller, na Europa. A partir da década de 1970, as japonesas Tamiya e Hasegawa dominaram o mercado e tornaram-se sinônimo de tecnologia e qualidade.

Hoje em dia, o gerente não possui mais barcos nem aviões, pois, além de serem muito grandes e não dispor de  onde guardá-los, alguns modelos quebraram. Sua busca atual é por carros mais antigos, apesar de seu custo elevado, US$ 100.00 em média, e difíceis de serem encontrados no Brasil, por causa da falta de um distribuidor local.

O colaborador indica o hobby para diversos tipos de pessoas como as estressadas, as detalhistas, as assertivas e para quem tem paciência para analisar e observar. ?É uma terapia fantástica. Você trabalha com seu cérebro prestando atenção apenas nessa ação ao contrário do que fazemos normalmente: pensamos em tanta coisa ao mesmo tempo e não focamos apenas uma?, afirma.

Os dois filhos, de 21 e 18 anos, não seguiram o gosto do pai. Segundo Milton, eles até tentaram, mas não tiveram paciência, por pertencerem a uma  geração mais inquieta: preferem ver tudo já pronto. ?Tem-se de ter sensibilidade para montar, além de trabalhar força excessiva de um lado e fragilidade de outro?, finaliza o gerente.


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