edição 87 - Novembro de 2017

João Henrique Garbin de Oliveira tornou-se diretor da Volvo Cars Group antes dos 30 anos

Formado pela Mauá em Engenharia Mecânica, ele reforça que inspirar pessoas é um dos seus principais desafios no dia a dia

Inspirar as pessoas com quem trabalha é um dos maiores desafios de João Henrique Garbin de Oliveira, diretor comercial da Volvo Cars Group.

O interesse pela ciência acompanha, desde a infância, João Henrique Garbin de Oliveira, atual diretor comercial da Volvo Cars Group.  Quando criança, ele conviveu diariamente com o mundo da Engenharia, já que seu pai é engenheiro mecânico, mas teve a sorte de contar com a orientação da mãe, psicóloga - o que foi fundamental para encontrar o equilíbrio entre ciência e humanidade.

"Minha mãe sempre me ajudou a entender que por mais que eu acredite na ciência, as pessoas não são máquinas. Esse balanço, certamente, formou meus valores e o profissional que me tornei", explica o executivo.

Não é à toa que, em meio a uma equipe de força de vendas formada por mais de 100 pessoas, das quais 30 são concessionários, o profissional defina - como um dos seus importantes desafios diários - a busca por inspirar as pessoas que trabalham com ele. "Inspirar e motivar as pessoas, mesmo em momentos complicados como atualmente vive o mercado automotivo brasileiro, é o que me move. Meu maior desafio é unir todos na mesma missão, mesmo que com objetivos e prioridades ligeiramente diferentes entre as empresas".

Segundo o diretor, o preparo acadêmico que recebeu durante a fase de graduação na Mauá foi fundamental para que ele se tornasse um diretor da Volvo. "O rigor científico e a capacidade de estruturar a análise e solução dos problemas me ajudaram a sempre atuar de forma relevante, trazendo resultados rápidos e consistentes. A Mauá treinou-me para raciocinar de forma estruturada e para entender a dependência entre todas as variáveis de um problema, seja ele de Engenharia, seja de Gestão", reflete.

Quando relembra sua passagem pela Mauá, Oliveira diz que as disciplinas de Termodinâmica e de Estatística foram marcantes. "Tive aulas de Termodinâmica com o professor João Carlos Martins Coelho. Ele foi, inclusive, o orientador do meu projeto de graduação. Além, obviamente, do conteúdo técnico da disciplina, aprendi com o professor Coelho a sempre fazer uma análise prévia de qualquer problema, compreender as condições de contorno, listar todas as variáveis que influenciam o sistema e, só então, entendendo a relevância de cada uma delas, buscar uma resposta para o problema. Essa é a forma como trabalho até hoje, não importa se se tratar de um tema técnico ou de gestão. Esta Essa estrutura de pensamento nos obriga a olhar a situação por todos os ângulos possíveis na escolha da melhor solução".

Ele explica que a disciplina de Estatística, com o professor Amilton Braio Ara, foi importante por dois aspectos. "O primeiro deles por me ensinar a sempre buscar compreender a correlação entra variáveis de uma situação. Em situações práticas, pensar assim ajuda-nos  a não consumir tempo precioso com partes de um problema que não tenham tanta relevância para a solução final. Além disso, fui monitor do professor Amilton nessa disciplina. Anos depois, atuei como professor universitário concomitante com meu trabalho na Volvo. Hoje, sou palestrante em diversos eventos."

Em agosto deste ano, João completou 14 anos de Volvo e essa trajetória de sucesso foi marcada por várias fases importantes. "Fui estagiário por um ano, durante meu último ano de Mauá. Desde o começo procurei nunca me limitar exclusivamente à minha função. Buscava sempre entender todas as implicações de uma situação e ajudar os concessionários a encontrarem soluções para os problemas em todas as áreas da nossa empresa. A forma como atuei nesse período construiu com nossa rede a percepção de que eu compreendia os problemas que eles viviam na linha de frente e que eu representava a "voz" da rede dentro da montadora. Não por acaso, minha primeira promoção a um cargo executivo na Volvo, quatro anos depois de ter entrado na empresa, foi como gerente de desenvolvimento de rede. Estava nessa época com 27 anos. Ter tido muito cedo a percepção de como meu trabalho se encaixava no todo e ter sempre lutado para que o todo, e não apenas a minha parte,  funcionasse  foi fundamental na minha carreira. Tudo aconteceu muito rápido. Tornei-me diretor aos 28 anos e responsável por uma divisão (América Latina) um ano e meio depois".

Para o futuro, ele quer continuar inspirando as pessoas a fazerem o melhor. "Tenho como meta continuar ajudando a escrever a bela história da nossa marca no Brasil. Penso em colocar toda a minha energia e coração em qualquer coisa que eu faça. Ser um bom exemplo na vida das pessoas que estiverem comigo. A evolução na carreira e o reconhecimento vêm como consequência. Essa receita funcionou muito bem até hoje para mim", explica o profissional, que também é membro da Diretoria da Câmara de Comércio Brasil-Suécia.

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