edição 90 - Abril de 2018

Rodrigo Rudge conta como a experiência internacional foi valiosa para os projetos de Engenheira Ambiental

Após longa vivência na Europa, o engenheiro tornou-se empresário e consultor

Desde que estudava, Rodrigo já sabia que queria trabalhar com questões ambientais.

Sempre preocupado com questões que envolvem o meio ambiente, o Engenheiro de Produção formado pela Mauá relembra que, ainda quando aluno, tinha em mente o impacto que os produtos possam causar ao meio ambiente.

"Depois de ter cursado a disciplina de Engenharia Ambiental na Mauá, isso começou a fazer mais sentido. No meu último ano da graduação, decidi ter uma experiência fora do Brasil", conta Rudge, engenheiro e empresário na área de Engenharia Ambiental.

O profissional recorda-se de que na época contou com o importante apoio de professores da Mauá, como o do prof. Mario Garrote e o do prof. Roberto Peixoto, que lhe apresentaram algumas parcerias internacionais. "Mandei propostas de projeto para a Universidade de Lyon, na França, e a Universidade de Aveiro, em Portugal. Ambas ofereciam cursos na área Ambiental. No final deu certo com a Universidade de Aveiro:  ganhei uma bolsa da União Europeia pelo Programa Alban para fazer um Mestrado em Energia e Gestão Ambiental. Fui o primeiro aluno da Mauá a ser aprovado nesse programa. Recebi um grande apoio do Prof. Octavio Mattasoglio que me ajudou bastante nessa época", complementa.

"Embora Portugal seja um dos países europeus com os maiores índices pluviométricos, observa-se um aumento de intensidade de fenômenos como seca e incêndios. Por isso, especializei-me na área de riscos naturais. O maior desafio foi trabalhar com a equipe de pesquisadores do navio de pesquisa português, em que atuei com análise de eficiência energética e emissões de CO2 atmosférico. Após esse período em Portugal, tive interesse em trabalhar na Espanha pelo fato de ser um país exposto a uma grande variedade de fenômenos extremos que se têm tornado cada vez mais frequentes, como o processo de desertificação e temperaturas extremas. Tendo isso claro, candidatei-me e fui aprovado no Doutorado em Ecologia na Universidade de Alicante, na Comunidade Valenciana, que trabalha com o tema de riscos naturais e na qual obtive uma bolsa. Durante o curso, fui selecionado para fazer parte do doutoramento em Berlin, onde trabalhei com medições atmosféricas de CO2 e CH4 em diferentes locais da Alemanha", conta.

Outra importante experiência vivenciada por ele na sua jornada de especialização aconteceu ao ser selecionado pela UNESCO, para fazer um projeto de cidades inteligentes. "No meu último ano na Universidade de Alicante, fui selecionado pela UNESCO para fazer um projeto de cidades inteligentes e fenômenos naturais na Universidade Nicolaus Copernicus na Polônia. Depois que concluí meu doutorado, fui trabalhar na mesma Universidade num projeto ambiental nas Reservas da Biosfera da UNESCO: a Reserva da Biosfera do Tuchola Parque, localizada no norte da Polônia, num projeto de análise das estratégias de gestão e adaptação às mudanças climáticas, em colaboração com o Cinturão Verde de São Paulo", relata.

Há alguns meses, Rudge voltou para o Brasil e está vivenciando uma nova e desafiadora fase - o empreendedorismo. "Recentemente voltei para o Brasil, abri uma empresa na área de consultoria ambiental, a Pisando Verde, e também trabalho como consultor na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo".

Ele conta que sua passagem pela Mauá foi essencial na sua jornada profissional de sucesso. "Estudar Engenharia na Mauá significou adquirir uma capacidade de esforço que me preparou para os novos desafios. Encontrei realmente de tudo na Mauá,  desde professores notáveis, colegas únicos com quem mantemos contato até hoje e sempre com nossos caminhos se cruzando pelo mundo. E as qualificações que tenho da Mauá são hoje meu diferencial nas equipes de trabalho que integro", conta.

Rudge explica que o trabalho do engenheiro na área ambiental envolve estar sempre atualizado nas discussões sobre o debate ambiental ao redor do mundo. "A necessidade de estar sempre aprendendo novas competências, por meio de novos projetos, cursos, encontros e mantendo uma rede de contatos com outros profissionais são alguns dos desafios que o mercado exige".

"Para os próximos anos tenho muitos planos. Neste momento, estou começando um projeto de adaptação aos incêndios e às altas temperaturas na região da Chapada Diamantina e pretendo trabalhar futuramente nessa região com o desenvolvimento de modelos climáticos locais", afirma. Ele ressalta que obteve um reconhecimento da sua experiência quando, recentemente, foi selecionado como jovem profissional e convidado pelo governo do Japão para participar, em Tóquio, de um encontro de especialistas sobre desastres naturais.

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