Equipe da instituição desenvolverá processos de produção para utilizar a polpa e casca do coco, aproveitando o resíduo do produto responsável por 70% do lixo das cidades litorâneas

São Paulo, dezembro de 2019 - Com o objetivo de propor soluções para o problema ambiental gerado pelo resíduo da produção de água de coco, que reduza a vida útil dos aterros sanitários e constitui ambientes para proliferação de pragas, além de impactar as finanças das prefeituras, o Instituto Mauá de Tecnologia desenvolveu o projeto "Aproveitamento do Resíduo da Extração da Água de Coco". A iniciativa foi uma das 20 selecionadas no 5.º Edital da Fundação Cargill e deve impactar diretamente mais de mil pessoas.

O Brasil é o maior produtor mundial de coco verde e cerca de 70% do lixo das cidades litorâneas brasileiras são constituídos pela casca do coco. Apenas no Parque do Ibirapuera, na capital paulista, a venda in natura do produto gera volume superior a 100 toneladas num mês de verão. Por causa dos números, o objetivo do projeto é não apenas desenvolver processo de obtenção de polpa desidratada e aplicar em sorvete, pães e bolos, em lugar de emulsificantes convencionais, como também desenvolver processo de transformação de casca em fibra e aplicar em produtos de panificação.

"Com a realização das ações previstas no projeto, esperamos reduzir o impacto ambiental e oferecer alternativas às prefeituras para que gastem menos com aterros sanitários. Além disso, oferecer tecnologia - ainda pouco estudada - à indústria, de produção de ingredientes de valor agregado, a partir do resíduo e, de produção de produtos sem leite e contribuir para a geração de novos postos de trabalho", afirma Eliana Paula Ribeiro, professora doutora da Mauá e coordenadora do projeto.

Além da coordenação da professora Eliana, também fazem parte do projeto as professoras doutoras Antonia Miwa Iguti, Cynthia Jurkiewicz Kunigk, Kaciane Andreola, Luciane Franquelin Gomes de Souza e Tatiana Guinoza Matuda Masaoka; os técnicos: Ana Paula Buriti, Douglas Dalla Justina e Inês Aparecida Santana; alunos de graduação a serem definidos.

O projeto da Mauá foi um dos 20 selecionados na 5.ª edição do Edital da Fundação Cargill, que contou com 653 inscrições, e atende a proposta de incentivar uma alimentação segura, sustentável e acessível, além de impactar positivamente suas comunidades. Por ter sido uma das iniciativas escolhidas, a equipe da Instituição contará com suporte técnico e financeiro no desenvolvimento das atividades com duração entre 12 e 24 meses.

Informações para a Imprensa
RPMA Comunicação - Assessoria de Imprensa do Instituto Mauá de Tecnologia
Giovanna Calhelha (giovanna.calhelha@rpmacomunicacao.com.br) (11) 5501.4654 / 95043.5811
Victoria Navia (victoria.navia@rpmacomunicacao.com.br) (11) 5501.4657