A incerteza da realização da prova e a ansiedade exacerbada podem afetar a saúde emocional e o foco dos aspirantes à faculdade. Psicóloga da Mauá propõe dicas para manter o equilíbrio emocional

São Paulo, junho de 2020 - Muitos meses se preparando; em alguns casos, há anos. Chegou   o momento de prestar o vestibular, mas...Os sentimentos de incerteza, frustração e dúvida têm tomado conta do pensamento de milhões de vestibulandos de forma geral, que não sabem se vai haver ou não a aplicação da prova, principalmente nas universidades públicas. Gabriela Azevedo -  Psicóloga e Coordenadora da Academia de Talentos da Mauá - lembra que o período, por si só, já gera ansiedade nos alunos, porém agora o cenário está extremamente agravado com o distanciamento social devido à pandemia do covid-19.

"Naturalmente, todos os vestibulandos sofrem com as dúvidas que antecedem as provas.  Ansiedade, medo de não ser aprovado e a expectativa da família e amigos refletem de forma contundente no emocional do aluno. Infelizmente, no atual cenário de pandemia, percebo que o estado emocional daqueles que vão prestar vestibular está piorando, principalmente com indagações e medos sem precedentes pela possibilidade de não haver a prova. Terei jogado fora o meu ano inteiro? E se houver alguém doente ao meu lado na hora da prova? Sou único com tanto medo? O que será da minha vida profissional diante de tanto desemprego? Essas  e outras dúvidas, somadas às inseguranças típicas da adolescência, pioram o moral do aluno", relata a psicóloga.

Dicas

Tratar o atual cenário de incerteza é novidade, não somente para os alunos, mas também para todos os cidadãos. No caso do vestibulando, os efeitos podem ser maiores porque, normalmente, ainda são jovens. "As crianças e adolescentes ainda estão em processo de maturação cerebral e desenvolvendo a autorregulação de emoções e de impulsos. Esse emaranhado de sentimentos, aos olhos de muitos vestibulandos, parece intransponível. Sem saber lidar com a situação, o adolescente coloca sua capacidade em cheque. Desse modo, para tentar amenizar a situação dos jovens, proponho alguns exercícios práticos", diz a especialista:

  • converse sobre seus sentimentos. É importante falar sobre os medos, sobre a pandemia e a pressão que está sentindo. Ao conversar com outra pessoa, você ganhará novas perspectivas;
  • organize a rotina. O "aparente" excesso de tempo, aliado à dificuldade de planejamento presentes nessa fase, pode prejudicar os alunos no cumprimento das suas tarefas. Equilibre sua rotina de estudo com trocas virtuais com os amigos e momentos com a família;
  • cada pessoa tem "ferramentas internas" para lidar com a situação. Relembre situações de estresse que conseguiu superar e identifique esses mecanismos dentro de você;
  • pense, com o grupo de amigos, em soluções criativas para tornar este período mais leve e produtivo;
  • se perceber que o nível de ansiedade, tristeza, irritabilidade e desânimo está acentuado ou no seu limite, busque ajuda de um psicólogo.

Gabriela Azevedo - Psicóloga; Mestre em Psicologia, Especializada em Educação Socioemocional; Coordenadora da Academia de Talentos da Mauá. É membro do grupo Educação e Inovação em Socioemocional etc.

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