edição 94 - Agosto de 2018

Veja as previsões econômicas para o 2.º semestre de 2018

Professor Ricardo Balistiero destaca como este período poderá seguir com a chegada de um novo governo

O professor Ricardo Balistiero ressalta que, durante o período eleitoral, muitos acontecimentos podem exercer influência na economia.

Ao longo de 2018 a sociedade tem assistido a um processo de gradual trajetória de recuperação da economia brasileira, após anos de severa recessão, que geraram aumento do desemprego e perda de confiança por parte de empresários e consumidores. No primeiro semestre, a economia apresentava um lento processo de retomada, materializada no aumento do crédito, do consumo e do emprego formal. Entretanto, com a paralisação do País, em função da greve dos caminhoneiros, aquela "lenta" trajetória de recuperação perdeu força.

Com o início do segundo semestre, os indicadores antecedentes (que possibilitam projetar o futuro) demonstram que existe uma retomada na economia nos níveis anteriores à greve. A partir de agosto, pensando num cenário sem novas paralisações, e com as eleições chegando, as apostas para o crescimento continuam. Porém devemos ficar atentos ao crescimento do PIB de 2018, que perdeu pelo menos um ponto percentual com a paralisação, comparado com o projetado no final de 2017.

Ainda nesta fase, alguns setores podem ditar e melhorar nosso ritmo econômico, como é o caso do agronegócio, que pode tirar proveito das recentes tensões entre China e EUA (principalmente no complexo soja), e acelerar o ritmo de crescimento. Outro setor que estará em alta é o da infraestrutura (principalmente no setor energético), que tem atraído a atenção de empresas privadas chinesas.

Para o coordenador do Curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, a falta de recursos públicos impossibilitará a retomada de obras que estão paralisadas. "Isso gera atraso na retomada do crescimento e da geração de empregos, por exemplo, na construção civil. Além disso, as questões externas envolvendo os EUA tiveram impacto negativo nos preços dos ativos dos países emergentes", comenta.

Eleições chegando!

Faltando três meses para conhecermos o novo Presidente, que será responsável pela condução política do País e por definir a trajetória da Economia, o professor Balistiero alerta que, ao longo do período eleitoral, muitos acontecimentos podem exercer influência na Economia, com impacto sobre algumas variáveis, com destaque para a Bolsa de Valores e, até certo ponto, o câmbio.

Outro ponto que o economista destaca é a questão fiscal.  "Ela ainda continua sendo (ou deveria ser) o tema principal das discussões econômicas durante a campanha eleitoral", finaliza Balistiero.

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